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É possível ser feliz no trabalho?

Artigo

por Patrícia Quaresma Ragone 

A maior parte das pessoas trabalha para viver, mas a profissão não tem de ser uma punição cuja única recompensa é o salário, até porque ser feliz no trabalho é meio caminho andado para atingirmos a felicidade nos outros âmbitos da vida. Afinal, passamos muito do nosso tempo no local de trabalho. A felicidade é um dos combustíveis importantes para quem pretende buscar uma colocação no mercado ou crescer na carreira. A sensação de fazer o que gosta e de estar bem consigo mesmo permite que a pessoa produza mais e se destaque.

Algumas empresas comprometidas com o desenvolvimento profissional e pessoal de seus colaboradores buscam constantemente maneiras inovadoras de auxiliá-los nesse processo de melhoria da satisfação pessoal. Os treinamentos baseados no modelo cognitivo têm sido uma ferramenta eficaz na construção e consolidação de um clima organizacional mais favorável.

As abordagens cognitivas são multifacetadas e incorporam uma ampla gama de estratégias, programas e técnicas de autoconhecimento, ensinando aos colaboradores maneiras corretas de como pensar o ambiente de trabalho e a sua colocação nele. Esse modelo estimula as potencialidades dos indivíduos, a identificação das forças pessoais e faz com que cada indivíduo as utilize, buscando aprimorar seu trabalho e encontrando disposição para vencer os desafios do dia a dia do ambiente organizacional.

O clima e a cultura organizacional são fatores importantes para o modelo cognitivo, pois, durante o processo, os indivíduos têm a possibilidade de substituir os pensamentos automáticos negativos por pensamentos mais alternativos e o combate às crenças limitantes. O diferencial do modelo cognitivo nas organizações é a transformação do modo de intervenção das chefias e a potencialização dos resultados da equipe como um todo.

Todo o processo é colaborativo, ou seja, desenvolvido em conjunto com o colaborador na organização. O terapeuta ensina as técnicas ao colaborador, que passa a ser o seu próprio terapeuta, reestruturando sua postura e pensamento, resolvendo problemas, mantendo os ganhos e prevenindo as recaídas.

*Patrícia Quaresma Ragone é graduada em Psicologia e Pedagogia em Juíz de Fora (MG). Especializou-se em Terapia Cognitiva pelo Instituto de Terapia Cognitiva de São Paulo.