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Amor Agarradinho

Dia dos namorados

Havia um “canto especial” no jardim da minha casa de infância, coberto por uma flor trepadeira, conhecida por Amor Agarradinho. Uma flor linda, rosa, miudinha, dobradinha, simples, resistente, expansiva no contato, ampla no espalhar.

Eu gostava de ir para lá ainda bem menina, brincar, imaginar e projetar a vida! Intrigava-me o nome “Amor Agarradinho”, ao mesmo tempo que tanto me encantava. Parecia que o meu coração se acendia!

O tempo foi passando junto ás diversas estações da vida. Tempos de semear, regar, adubar, podar, colher e enfeitar.

A menina crescia e um coração de moça se abria em sonhos. “Que um dia... quem sabe?... Alguém pode aparecer... “Coração Agarradinho”.

Sonho sempre acorda uma nova realidade: meu companheiro, ao conhecer minha casa pela primeira vez, quis levar consigo, tamanha admiração, as sementes do “Amor Agarradinho” para semear no jardim de sua casa. 

E como toda história, dando “tempo ao tempo” já não era mais só um canto, eram dois cantos especiais para nós, que prometiam se multiplicar.

E há pouco tempo, meus pais ao fazerem uma reforma grande na casa, perderam a plantação, depois de estar ali por décadas.

Um espaço se esvaziou e se entristeceu, mas isto também faz parte do ciclo da vida. Agora, aguarda, felizmente, receber as sementes renovadas do outro jardim.

“Nossa” outra casa, hoje, não tem quintal nem jardim, mas tem um canteiro com três lindas e únicas flores, adubadas pelo Amor Agarradinho. E assim nossos corações contemplam e abençoam felizes!