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Limite é a manifestação ilimitada de amor.

No dia 26 de abril, pais e educadores participaram de palestra na Paróquia Nossa Senhora Rainha com o tema o limite é a manifestação ilimitada do amor.

A psicóloga Patrícia Ragone destacou a importância do limite para os filhos. Segundo ela, os pais precisam acreditar que têm o poder de mudar, de transformar seus filhos.

De acordo com ela, por mais que avancem as pesquisas, o que é recomendado na educação, o que deve ser evitado, não muda com o passar do tempo. E a criação do laço é a fundamentação desse processo. Para isso, há três pontos a serem trabalhados na criança ou adolescente. Ele precisa se sentir amado, se sentir capaz e estar adequado. Com esses sentimentos reforçados ela consegue aceitar o limite imposto.

Se os pais estão com pensamento mais aberto para saber seu grau de influência, os laços estão fortalecidos, os reforços desenvolvidos, eles estão fortes para dizer não quando necessário, para marcar limite, definir horários de chegar em casa, mandar desligar o computador.

Patrícia falou sobre os cinco passos da intervenção punitiva, no momento de uma correção, de forma a impor limite com autoestima, determinação.  O ideal é definir, diante de uma situação, o comportamento desejável, o tolerável e o inaceitável.

1) Numa correção, os pais precisam especificar o comportamento errado. Você não corrige a pessoa, corrige o comportamento da pessoa. Cuidado com as palavras. É preciso se preparar, formalizar o momento de conversar com o filho. Por exemplo, dizer “quero conversar com você. Quero conversar sobre você ter quebrado a regra. Ressalte o comportamento que precisa ser modificado. Neste momento, ressalte o que realmente seja mais importante, mais urgente. Se existirem outras coisas pra mudar, faça vista grossa. Mas, defina, dentro de cada fase da criança, o que é mais importante”. Tenha foco.

2) Aborde o sentimento que esse comportamento provoca. Que o que ele faz tem efeito negativo para o sentimento dos pais. Essa preocupação está machucando o coração.

3) Mostre que ele pode fazer diferente. Diga a criança e ao adolescente: “diferente do que você fez, como você poderia ter feito”? Provoque essa reflexão sobre o seu modo de agir.

4) Da próxima vez vai ter uma aplicação. É isso que precisamos mostrar ao filho no quarto passo. Já tendo combinado as regras, diga que da próxima vez que ela for quebrada, terá uma intervenção de correção. Deixe claro qual será a consequência e que ele tem condição de fazer diferente da próxima vez.

5) E por último, o encorajamento. Os pais devem encorajar os filhos a fazer diferente, a mudar o comportamento. Afinal, limite é a manifestação ilimitada do amor.

 

Palestra
Palestra de Patrícia Quaresma Ragone com participação especial de Drª Filó.