Skip directly to content

Próximos Passos

          A travessia de um ano para o outro instiga a todos nós a realizarmos uma espécie de “balanço” de nossas vidas. O modo como pensamos, sentimos e nos comportamos em nossas trajetórias precisa ser considerado quando nos encontramos diante de um momento em que tomamos decisões visando o futuro. É comum após ou durante esse “balanço” de fim de ano sermos tomados pelo desejo de definir novas metas. No entanto, devemos considerar e avaliar, antes de defini-las, quais foram as metas já conquistadas e se elas foram realizadas de maneira integral ou parcial.

            O estabelecimento de metas deve ser visto como um facilitador para a realização de nossos planos e desejos e, de forma alguma, como algo que nos aprisionará. Afinal, somos seres humanos e esta condição nos leva a acertar e também a cometer falhas. Interessante no processo de definição de metas é nos permitirmos a realizar revisões periodicamente, pois é comum definirmos metas em um determinado momento de vida e termos, com o passar do tempo, o contexto de vida - em alguma medida - alterado.

          Vale ponderar, ainda, que a vida é feita de passos para frente e, por que não, de alguns para trás. Ter uma “recaída” em relação a alguma meta não pode ser avaliado como uma inviabilidade daquilo que foi anteriormente determinado. Nesse momento, precisamos usar de generosidade e condescendência para conosco mesmos.

           Para não sobrecarregar a nossa memória, vale a pena registrar as nossas metas em caderninhos ou agendas, mas, claro, não guardá-los em uma gaveta. As metas precisam estar dentro de nós, mas sempre ajuda deixá-las ao alcance dos olhos e das mãos!

Algumas dicas para ter sucesso com a definição de metas:

·         Flexibilizar o pensamento e não ficar prisioneiro da imposição do cumprimento total e absoluto. Podemos cumpri-las total, parcialmente ou até mesmo não cumpri-las;

·         Adotar a estratégia das metas como ferramenta de crescimento e não como “prova de competência do viver”;

·         Reconhecer os limites e as reais possibilidades no contexto da vida. Ter discernimento do que é desejável, do que é possível, do que é legítimo da pessoa e do que é expectativa do outro e muitas vezes não pode ser cumprido;

·         Pensar uma recaída não como inviabilidade de caminho, mas como oportunidade de revisão. Muitas vezes as falhas não estão nas pessoas, mas na forma inadequada de definir as metas;

·         Adotar uma postura constante de generosidade e perdão, afinal, somos seres humanos!

·         Estabelecer metas numa visão de perspectiva, fracionar em pequenos e crescentes passos.

·         Fazer um levantamento de todos os aspectos da vida, buscando identificar áreas de problemas. Vale a seguinte reflexão: como as coisas estão hoje na minha vida? (identificação de problemas) e como desejo que as coisas estejam na minha vida futura? (definição de metas);

·         Focar em “alternativas de solução” de forma operacional e específica;

·         Registrar e deixar à vista as metas discriminadasem uma agenda;

·         Usar de humor quando o outro traçar metas para você e mobiliza-las como estímulo;

·         Criar e recriar dimensões comportamentais como forma de transformação pessoal;

·           Invocar a Deus, como maior parceiro dos planos da vida!

 

Como afirma Robertson Davies, “Pese a vida uma vez por ano. Se achar que algum dos aspectos está ficando de lado, mude de vida. Geralmente, você acaba descobrindo que a solução está nas suas próprias mãos”

Feliz Ano Novo!

 

Patrícia Quaresma Ragone